segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

il faut oublier

A noite chega
Tenta me envolver
Mas não!
Luto contra a noite
Luto contra o cansaço
E contra a exaustão
Luto contra mim mesmo
Como quem busca
nessa demonstração
de força
Inútil
Uma forma de esquecer...

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Sobre o tempo


Poderia eu pensar
que pena o tempo passar
que nele tudo é etéreo
que nada pode ficar
Poderia questionar
o pouco tempo que temos
que nele não cabe o que se quer
que não cabe nada do que sabemos
e do que podemos aprender
sobre o amor
sobre viver
Não cabe todos os filmes
que queremos assistir
E nem todas as músicas
que queremos ouvir
Não cabe todos os sorrisos
que queremos dar
Muito menos as mãos
que queremos apertar
Não cabe os lugares
que queremos conhecer
Tampouco as amizades
que queremos fazer
e os amigos que queremos visitar
E é pouco, muito mesmo
para os abraços que queremos dar
e receber...
Para um beijo apaixonado
Para caminhar lado a lado
E a noção do tempo perder
Mas se me perco no tempo
menos tempo tenho?
Sim e não
Há várias formas de para ele olhar
o mesmo tempo apressado
que matem enjaulado
Pode curar e libertar
É só saber com ele lidar
De forma leve e organizada
Entendendo sua brevidade e infinitude
Nossa capacidade de ter tempo é ampliada
quando o vivemos com amplitude
Cada coisa no seu tempo
A cada tempo uma coisa
Entendo sua mágica
que nada no tempo se perde
quando o saboreamos realmente
O mesmo tempo que vai, fica
Na forma de recordações,
saudades, desejos e emoções
O tempo nos dá a capacidade de reviver
relembrar, de errar e aprender
Sem pressa
E o melhor de tudo é que eles nos deixa de presente
o presente
E é nesse espaço que cabe a gente
É nesse espaço que cabem os laços
os beijos e abraços
o amor e a vontade de ser melhor
Entendendo que o tempo que temos
somos nós que fazemos
E que para os que amam de verdade
o tempo pode ser saudade
mas também a eternidade.